Educação , Ação e Respeito Ambiental



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Atitudes sustentáveis no dia a dia não são boas apenas para o planeta, mas também ajudam a reduzir custos domésticos. A conscientização sobre a diminuição do consumo de água e energia elétrica em nossas residências pode representar uma redução de 15% nas contas.
Veja a seguir algumas atitudes sustentáveis simples que podem ser praticadas em casa:

Água:

- Diminua o tempo no banho. Você pode desligar o chuveiro para ensaboar-se;
- Evite deixar a torneira aberta ao escovar os dentes ou fazer a barba;
- Conserte vazamentos e torneiras que não fecham adequadamente;
- Troque vasos sanitários que tenham sistemas de descarga antigos pelos atuais, que são mais potentes e consomem menos;
- Lave os carros utilizando balde e esponja em vez de mangueiras;
- Espere juntar uma maior quantidade de louça na pia para lavar tudo de uma única vez;
- Utilize a capacidade máxima da máquina de lavar roupas para evitar desperdício.
Torneira Pequenas Atitudes Sustentáveis Diárias Ajudam o Planeta e Bolso

Energia:

- Retire os aparelhos eletrônicos das tomadas quando não estiverem em uso;
- Junte mais roupas na hora de passar, utilizando o ferro elétrico de uma só vez;
- Desligue o monitor do computador quando estiver em modo espera;
- Use o ar-condicionado com portas e janelas fechadas;
- Dê preferência a lâmpadas fluorescente, que gastam menos energia e duram mais tempo;
- Instale sensores de presença, assim, quando um cômodo estiver vazio, as luzes se apagarão automaticamente;
- Prefira os aparelhos eletrônicos com eficiência na utilização de energia, aqueles que possuem a certificação Procel do Inmetro.
Energia Pequenas Atitudes Sustentáveis Diárias Ajudam o Planeta e Bolso
Todas essas atitudes sustentáveis favorecem a redução do consumo desnecessário de recursos naturais. Porém, nossa conscientização ambiental pode ir além dos gastos com água e energia. Reduzir o consumo de gás de cozinha, deixando as panelas tampadas, e o consumo de gasolina ou etanol, dando preferência ao transporte público, traz um benefício adicional ao nosso planeta e ao nosso bolso.

20 Dicas Simples para Economizar Energia Elétrica

O Brasil vive um bom momento econômico atualmente. As indústrias produzem em ritmo acelerado, os empregos crescem e o consumo das famílias aumentou. Isso requer também um grande gasto de energia elétrica, que pode gerar um apagão. Com pequenas dicas de mudanças no dia a dia, podemos poupar eletricidade e ajudar o planeta.
Dicas Economizar Energia Eletrica 20 Dicas Simples para Economizar Energia Elétrica

Dentro de casa

  • Troque as lâmpadas incandescentes por fluorescentes. Estas duram mais e utilizam menor quantidade de energia;
Lampadas Incandescentes 20 Dicas Simples para Economizar Energia Elétrica
  • Não deixe a luz acesa em cômodos desnecessariamente;
  • Pinte as paredes internas e os tetos da casa com cores claras. Elas refletem e espalham a luz para todo o ambiente;
  • Aproveite ao máximo a luz do dia deixando cortinas e portas abertas. Em caso de mesas de trabalho e de leitura, coloque-as próximas às janelas;
  • Deixe os globos e lustres transparentes sempre limpos para aproveitar ao máximo a potência das lâmpadas;
  • No caso dos aparelhos de ar-condicionado, mantenha os filtros sempre bem higienizados;
  • Use o termostato do ar-condicionado para regular a temperatura e evitar a sobrecarga do aparelho
  • Máquina de lavar roupa e ferro de passar consomem bastante energia. Portanto, tente usá-los quando houver bastante roupa acumulada para realizar o trabalho de uma única vez;
  • Em dias secos, ao invés de usar umidificadores eletrônicos, coloque um pano úmido pendurado no recinto e uma bacia com água;
  • Evite deixar aparelhos eletrônicos em stand-by. Apesar de desligados, esse modo pode representar um gasto mensal de até 12%;
  • Evite colocar o fogão e a geladeira próximos um do outro. Eles podem interferir no consumo de energia;
  • Mantenha a borracha de vedação da geladeira sempre em bom estado;
  • Regule a temperatura da geladeira no inverno, ajustando o termostato para evitar desperdício de consumo, e não forre as prateleiras para não exigir esforço redobrado do eletrodoméstico;
  • Quando viajar, desligue a chave geral da casa para não gastar energia com coisas desnecessárias.

Fora de casa

  • Experimente instalar um sistema solar de aquecimento de água para abastecer toda a casa.
Energia Solar Telhado 20 Dicas Simples para Economizar Energia Elétrica
  • Utilize fotocélulas – aparelhos que detectam a presença de movimento – em ambientes externos para que as luzes acendam somente à noite.

No trabalho

  • Dê preferência a aparelhos que consumam menor quantidade de energia, como notebooks, computadores, impressoras e copiadoras;
  • No final do expediente, tire os aparelhos da tomada;
  • Desligue o monitor do computador ou coloque a máquina em modo de economia de energia, quando não estiver no ambiente;
  • Use papéis usados para rascunho;
http://www.atitudessustentaveis.com.br/conscientizacao/20-dicas-simples-para-economizar-energia-eletrica/

Educação e Sustentabilidade



       Sustentabilidade? O que é Sustentabilidade ?

Nunca antes se ouviu falar tanto nessa palavra quanto nos dias atuais: Sustentabilidade. Mas, afinal de contas, o que é sustentabilidade?
Segundo a Wikipédia: “sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”.
Mas você ainda pode pensar: “E que isso tudo pode significar na prática?”
Podemos dizer “na prática”, que esse conceito de sustentabilidade representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra.
Assim, as idéias de projetos empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade, começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje tem uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis. Da mesma forma, cuidando para que o envolvimento das comunidades viventes nessas regiões seja total e que elas ganhem algo com isso; todos ganham e cuidam para que os projetos atinjam o sucesso esperado.
A exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais freqüência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de idéias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais.
De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.

Sustentabilidade






Um plano para salvar o planeta - Completo





Há escolas que felizmente se tornam modelos a serem seguidos por seus exemplos diários de práticas sustentáveis e levam os alunos (crianças e adolescentes) a participarem ativamente desse processo não só no ambiente escolar como em casa e na sociedade.
Porém infelizmente a maioria das escolas não se preocupa em trabalhar todos os dias com essa área, e nem tão pouco servem de exemplo para seus alunos.

sustentabilidade escolas A Sustentabilidade nas EscolasQuando qualquer tema é abordado na educação escolar, faz-se necessária uma pesquisa para saber como está sendo trabalhado, qual a qualidade e os recursos utilizados para que os alunos o compreendam verdadeiramente.
As escolas de um modo geral trazem em seu currículo o tema ecologia, mas cada uma diferencia na maneira e qualidade de exposição do assunto.
Vemos ainda escolas que se lembram da sustentabilidade uma vez por ano apenas, quando é promovida a Semana Dedicada à Ecologia. Nessa semana os alunos procuram demonstrar tudo que sabem apresentando trabalhos maravilhosos, ouvindo palestras, participando de debates e gincanas.
Encerrada a semana acaba-se tudo que foi divulgado e lá se vão os papéis, chicletes e restos de lanches espalhados pelo chão.
As carteiras lixadas ganham novamente os desenhos e rabiscos, e nada mais faz sentido em relação a tudo que aprenderam e pregaram.
Nem mesmo as escolas dão importância ao fato, pois as luzes continuam acesas sem necessidade, as torneiras voltam a pingar e os fortes produtos de limpeza voltam à ativa, e os alunos continuam agindo como antes tanto na escola quanto fora dela.
Crianças e adolescentes que não respeitam o meio ambiente e se a escola não despertar para seu papel principal de educar todos os dias e não uma vez por ano isso se tornará uma bola de neve e a sociedade continuará a formar mais e mais cidadãos adultos que continuarão a poluir a natureza.
Devem ser parabenizadas as escolas que tem como meta a educação por um todo, dando exemplo, ensinando e cobrando atitudes de respeito a si próprio, à sociedade e ao meio ambiente.
Já para as escolas que não dão tanta importância à ecologia apelamos que acordem, pois sem o equilíbrio ambiental não há haverá vida em nosso planeta.

http://www.atitudessustentaveis.com.br/conscientizacao/a-sustentabilidade-nas-escolas/


Educação ambiental - Lixo

por Edson Grandisoli*
“Como liberdade, justiça e democracia, sustentabilidade não possui um significado comum a todos.” John Huckle – Education for Sustainability (2001).
O conceito
A palavra sustentabilidade tem sido utilizada nos últimos anos nos mais diferentes contextos e propósitos. Por esse fato, muitos autores têm afirmado que falar em sustentabilidade simplesmente perdeu o sentido, ou seja, se tornou apenas mais um jargão em discursos politicamente corretos.
Leonardo Boff, um dos participantes na elaboração da Carta da Terra, afirma que “se a sustentabilidade representa o lado mais objetivo, ambiental, econômico e social da gestão dos bens naturais e de sua distribuição, o cuidado denota mais seu lado subjetivo: as atitudes, os valores éticos e espirituais que acompanham todo esse processo, sem os quais a própria sustentabilidade não acontece ou não se garante a médio e longo prazos”.
1320 300x200 Educação para a sustentabilidadeAs palavras de Boff trazem consigo uma das características centrais do conceito de sustentabilidade: a complexidade. O conceito moderno de sustentabilidade engloba, ao mesmo tempo, aspectos econômicos, sociais, ambientais, éticos, étnicos, políticos, culturais e comportamentais, os quais devem interagir de forma harmônica a fim de garantir a continuidade da vida no planeta, incluindo a nossa própria. Dessa forma, o conceito de sustentabilidade tornou-se a palavra de ordem – e a tábua de salvação – em quase todos os assuntos relacionados ao ser humano, seu ambiente, sua sociedade, sua economia, etc.
Dentro desse panorama, não é a toa que a palavra pode ter perdido seu significado original ao longo do tempo.
Entendendo sustentabilidade
A sustentabilidade tem ganhado espaço dentro da realidade de algumas poucas escolas no Brasil. As restrições do currículo atual, a falta de preparo específico e a grande amplitude do tema talvez sejam apenas alguns dos motivos por trás desse fato.
Na prática escolar, as possibilidades de trabalho com temas relacionados à sustentabilidade são quase infinitas. Mas afinal, como trabalhar com sustentabilidade na escola?
Movido por essa questão, em 2010, tive o privilégio de desenvolver, como consultor em conjunto com um grupo interdisciplinar de professores, um questionário com 40 questões (abertas e fechadas) sobre sustentabilidade, que foi aplicado a 113 estudantes do Ensino Fundamental II (6º a 9º anos) de uma grande escola paulistana. O objetivo do questionário foi investigar de forma mais consistente o que os jovens pensam e entendem sobre sustentabilidade e quais suas atitudes e comportamentos relacionados a ela. Considerei esse passo de investigação fundamental antes de iniciarmos qualquer tipo de intervenção em sala de aula ou fora dela.
Os resultados foram bastante animadores e gostaria de compartilhar alguns deles.
Na primeira seção do questionário, procuramos investigar como a sustentabilidade está presente no imaginário dos estudantes. Encontramos que:
•96% já ouviram falar em sustentabilidade;
•65% não estão inteiramente certos de seu significado;
•91% acreditam que todos deveriam agir de forma sustentável.
Logo de saída foi possível detectar uma aparente contradição relacionada à sustentabilidade. A grande maioria dos estudantes acredita que é importante agirmos de forma sustentável, mesmo sem saber exatamente o que é sustentabilidade. Ao mesmo tempo em que essa contradição parece negativa do ponto de vista conceitual, ela indica que o termo sustentabilidade está associado a algo positivo, que deve ser buscado e alcançado por todos.
Na segunda seção, procuramos investigar mais profundamente a compreensão dos estudantes relacionada ao conceito de sustentabilidade em si. Descobrimos que:
•71% acreditam que sustentabilidade tem como objetivo a preservação do meio ambiente e seus recursos naturais;
•Apenas um estudante apontou a si mesmo(a) como protagonista no processo de transformação do mundo em um lugar mais sustentável.
A forte associação entre sustentabilidade e preservação do meio ambiente não foi surpresa. Os melhores e mais divulgados exemplos de sustentabilidade sempre – ou na grande maioria das vezes – estão associados a uma vertente ambientalista/preservacionista/conservacionista, o que acaba resumindo o conceito de sustentabilidade a modos de melhorar a relação entre ser humano e natureza. Esse resultado vai ao encontro das ideias de Ricketts (2010), que afirma que historicamente o conceito de sustentabilidade nasceu de uma combinação de ideias e ideais do ambientalismo.
Por outro lado, apesar da visível preocupação com as questões ambientais presente no currículo escolar e documentos oficiais que norteiam nossa educação básica, as questões relacionadas à responsabilidade individual e cidadania ainda parecem distantes do pensamento e sentimento da esmagadora maioria dos estudantes avaliados. Somente um único estudante citou a si próprio(a) como responsável por tornar o mundo um lugar mais sustentável, ou seja, a responsabilidade e protagonismo está nas mãos de atores como o governo, as ONGs e os donos de indústrias, por exemplo. Esse distanciamento do papel de cidadão na busca pelo bem comum aponta, portanto, um caminho fundamental de trabalho com nossos estudantes.
Na terceira e quarta seções do questionário, avaliamos em conjunto atitudes e comportamentos dos estudantes por meio de afirmações que descrevem ações ligadas à sustentabilidade. Vale ressaltar que a grande maioria das respostas não apresentou diferenças estatisticamente significativas entre as séries analisadas. Avaliamos que:
•98% consideram a reciclagem como fundamental para a sustentabilidade;
•89% dos estudantes afirmam que sempre costumam reciclar no seu dia a dia;
•98% dos estudantes consideram que apagar a luz de cômodos onde não há ninguém é muito importante para a sustentabilidade;
•83% afirmam que sempre apagam a luz de cômodos vazios no seu dia a dia;
•89% consideram que comprar somente o essencial é muito importante para a sustentabilidade, porém, quanto mais velho o estudante avaliado, mais difícil se torna comprar apenas o essencial em seu dia a dia.
Questões como reciclagem, economia de água e luz parecem estar bem incorporadas ao dia a dia dos estudantes avaliados. Entretanto, quando esbarramos na questão do consumo, o cenário se altera sensivelmente.
Um caminho possível
Por muitos anos na minha carreira docente ouvi estudantes dizerem que “o fubá vem do bolo” e “o leite vem da caixinha”. Pode parecer engraçado na hora, mas essas afirmações acabam refletindo a desconexão dos jovens com a natureza.
De acordo com nossos resultados, o tema do consumo parece merecer destaque em projetos envolvendo o tema sustentabilidade, tanto por sua relevância na vida dos estudantes, como por permitir a construção de projetos que efetivamente abordem a complexidade envolvida na construção de um mundo mais sustentável.
Vamos considerar ainda mais três motivos que justificam esse enfoque:
•Segundo o IBGE (2010), 84% da população brasileira é urbana e, em geral, alheia ao impacto ambiental, social e econômico de seu consumo;
•Segundo o Ibope, mais de R$ 300 milhões são investidos em propaganda para estimular o consumo entre os jovens por ano;
•Consumo é um tema naturalmente interdisciplinar, promovendo a participação de diferentes áreas do conhecimento e estimulando a prática do ensino por projetos, que tendem a ser mais desafiadores e interessantes para estudantes e professores.
Em resumo, precisamos ensinar aos nossos jovens desde muito cedo que todo consumo gera um impacto econômico, social e ambiental. E, mais importante que isso, que TER não é a mesma coisa que SER.
Como fonte de inspiração, sugiro o documentário Criança, a alma do negócio, dirigido por Estela Renner.
O futuro
As gerações futuras devem ser educadas sobre como colaborar com a construção de um mundo mais sustentável desde agora, para que se tornem criticamente competentes e capazes de tomar decisões positivas do ponto de vista individual e coletivo.
Acredito que para iniciarmos de verdade uma Educação para a Sustentabilidade, um dos caminhos apontados pela nossa pesquisa é o de procurar explorar a complexidade de temas menores e ao mesmo tempo significativos para os estudantes e professores envolvidos.
Aparentemente, tratando-se de Educação para a Sustentabilidade, menos é mais.
O caminho trilhado no Reino Unido, na Escócia, no Canadá, nos Estados Unidos e na Austrália por meio das green schools já é antigo e conta com inúmeras investigações e experiências de sucesso, que vão desde a adaptação do currículo em função do tema sustentabilidade até a capacitação de professores e rearranjo completo da arquitetura escolar.
No Brasil, a história da sustentabilidade ligada à educação pode ser ainda considerada experimental – como o que acabei de apresentar – e conta com praticamente nenhum apoio nos documentos oficiais da educação básica.
Enquanto isso, vale novamente a coragem, a criatividade e a vontade de construir um futuro melhor para todos, marca registrada dos educadores brasileiros.
Para finalizar, gostaria de citar uma vez mais John Huckle: “… o papel chave da Educação para a Sustentabilidade é o de ajudar as pessoas a refletirem e agirem [...] e vislumbrarem futuros alternativos de uma forma mais consciente e democrática”.
Referências
BOFF, L. Sustentabilidade e cuidado: um caminho a seguir. Disponível em http://pousio.blogspot.com/2011/06/leonardo-boff-sustentabilidade-e.html. Consultado em 21-07-2011.
HUCKLE, J. & STERLING, S. Education for Sustainability. Earthscan Publications Limited: London, 2001.
RICKETTS, G. M. The roots of sustainability, Acad. Quest. 23, 2010, pp. 20-53.
* Edson Grandisoli é biólogo, professor de Ensino Médio, coordenador pedagógico da Escola da Amazônia e consultor em Educação para a Sustentabilidade – edson@escoladaamazonia.org.
Certamente, as restrições do currículo atual, a falta de preparo específico e a grande amplitude do tema talvez sejam apenas alguns dos motivos por trás desse fato.
(O autor) 
http://envolverde.com.br/educacao/sociedade-educacao/educacao-para-a-sustentabilidade/

A importância da reciclagem


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